Anúncios

Golpe dos ingressos falsos: como criminosos usam anúncios no Google e no Instagram

Mais de 330 sites falsos usam anúncios patrocinados no Google e no Instagram para roubar dinheiro via Pix. Saiba como funciona e como se proteger.

Gustavo · Atualiza Digital 1 min de leitura
Pessoa digitando em notebook com tela mostrando aviso de segurança e ícone de cadeado, representando golpe digital

Uma campanha de golpe de ingressos falsos está em vigor há pelo menos 12 meses e já criou mais de 330 sites fraudulentos no Brasil, segundo alerta da empresa de cibersegurança Kaspersky. O mecanismo é simples e assustadoramente eficiente: criminosos compram anúncios patrocinados no Google e no Instagram, aparecem antes dos resultados legítimos e direcionam o comprador para uma página clonada — onde o dinheiro vai embora sem chance de devolução.

Para qualquer empresa que investe em anúncios pagos, entender esse ambiente é fundamental. Não porque você vá aplicar o golpe, mas porque o cenário de desconfiança que ele cria afeta todos que anunciam — e porque seus clientes e colaboradores podem ser vítimas.

Como o golpe de ingressos falsos funciona na prática

O processo tem etapas bem definidas, segundo a reportagem do UOL Tilt baseada no levantamento da Kaspersky:

  1. Anúncio patrocinado — O criminoso cria um anúncio no Google ou no Instagram simulando uma bilheteria conhecida. Quando alguém pesquisa pelo evento, o link falso aparece destacado, antes dos resultados orgânicos.
  2. Site clonado — Ao clicar, a pessoa cai em uma página com a identidade visual copiada da bilheteria real. Tudo parece legítimo.
  3. Coleta de dados — O site pede um cadastro completo antes de qualquer compra. Nome, CPF, e-mail, telefone — tudo capturado.
  4. Bloqueio do cartão — Na hora de pagar, se a vítima tenta usar cartão de crédito (método que permite contestar a cobrança), o site exibe uma mensagem dizendo que o sistema está

Perguntas frequentes

Como identificar um site falso de ingressos?

Desconfie se o site aparecer como link patrocinado no Google ou no Instagram, se recusar cartão de crédito alegando instabilidade e exigir Pix imediato. Digite sempre o endereço oficial da bilheteria direto no navegador.

Dá para recuperar o dinheiro perdido num golpe via Pix?

É muito difícil. Segundo reportagem do UOL Tilt com base em dados da Kaspersky, os criminosos convertem o valor recebido via Pix em criptomoedas rapidamente, o que inviabiliza a recuperação pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central.

Minha empresa anuncia no Google e no Instagram. Isso me torna cúmplice?

Não. Anunciar nessas plataformas é legítimo e necessário. O problema está nos criminosos que burlam as políticas de anúncio. Mas é importante zelar pela reputação da sua marca garantindo que seus anúncios levem a páginas seguras e transparentes.

Fontes

Compartilhar:WhatsAppLinkedInFacebook

Continue lendo